O Encontro e sua Relevância
No dia 30 de junho de 2026, mais de 130 pessoas participaram de um significativo encontro intitulado “A importância da família no 9º Plano Diocesano”. O evento foi realizado no Auditório Dom Jorge Marcos de Oliveira, situado no Edifício Santo André Apóstolo, dentro da Cúria Diocesana. Esse momento não só reuniu integrantes da Pastoral Familiar da Diocese de Santo André (SP), que faz parte do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mas também engajou pessoas de diversas outras áreas pastorais, todas com um objetivo comum: discutir o cuidado integral e prioritário com as famílias nos próximos anos.
Recepção e Acolhimento dos Participantes
O encontro começou com uma acolhida calorosa, onde os participantes foram recebidos com uma vela, simbolizando a iluminação que a presença de Cristo deve trazer a cada lar, comunidade e cenário da vida cotidiana. A mensagem principal da noite era clara: a importância da família no 9º Plano Diocesano de Pastoral não deve ser restrita a um único grupo, mas sim vista como uma missão coletiva que permeia toda a ação evangelizadora da Igreja.
Reflexões do Padre Everton sobre o 9º Plano
A primeira parte da reflexão foi liderada pelo Padre Everton Gonçalves Costa, que atua como vigário Episcopal para a Pastoral. Ele abordou o significado do 9º Plano Diocesano de Pastoral, destacando as três prioridades estabelecidas pela Assembleia Diocesana: Pastoral de Conjunto, juventudes e a família. O Padre enfatizou que o plano é fruto de um processo de escuta das comunidades paroquiais e da realidade do Grande ABC. Esse método visa garantir que a Diocese avance de forma coesa e direcionada.

Desafios Enfrentados pelas Famílias Hoje
O Padre Everton ressaltou que o 9º Plano não deve ser interpretado como a criação de uma nova pastoral nas paróquias, mas sim como uma nova abordagem para entender a missão da Igreja. Ele advertiu sobre a armadilha de agir de forma isolada, ou lutar por protagonismos, explicando que “não dividimos a missão, nós partilhamos as tarefas”. O foco da evangelização, segundo ele, deve ser sempre um esforço colaborativo entre diferentes pastorais, setores, movimentos e comunidades.
A Visão do Ideal versus a Realidade Familiar
Ao longo de sua fala, o Padre também destacou a importância de reconhecer a realidade das famílias, considerando suas alegrias, fraquezas, dores e desafios cotidianos. Ele lembrou que, embora a Igreja tenha um ideal de família guiado pela Palavra de Deus e pela Sagrada Família de Nazaré, a ação pastoral deve se concentrar na realidade das famílias que existem hoje. Como o Padre mencionou: “Trabalhamos com famílias reais, e não apenas com ideais”.
Integração entre Diferentes Pastorais
Outro ponto importante abordado por Padre Everton foi a interação entre a Pastoral Familiar e outras iniciativas, como a Catequese, o Setor Vida e Família, e as pastorais sociais. Ele sublinhou que a evangelização deve incluir a identificação de sinais concretos da vida das pessoas, incluindo desafios de natureza material. A frase “ninguém reza bem com a barriga roncando de fome” foi utilizada para enfatizar que é vital que as diferentes pastorais colaborem sem sobrecarregar uma única área de atuação.
O que é a Pastoral Familiar?
Seguindo o encontro, Wilson e Tina, coordenadores da Pastoral Familiar na Sub-Região São Paulo, trouxeram uma perspectiva prática sobre o papel vital da Pastoral Familiar na missão de evangelização. Eles lembraram que a família cristã deve ser uma verdadeira comunidade evangelizadora, onde cada membro tem tanto o papel de evangelizar quanto de ser evangelizado. Para Wilson, “evangelizar é preciso conhecer Jesus”, ressaltando que o testemunho começa dentro de cada lar e se expande nas interações diárias.
Experiências de Acompanhamento Familiar
Wilson detalhou a importância de uma Pastoral Familiar estruturada, formativa e ativa em todas as etapas da vida familiar. Ele mencionou experiências práticas de acompanhamento pré-matrimonial, visitas a lares, catequese familiar e a colaboração com outras pastorais, reforçando que a Pastoral Familiar possui uma vocação integradora e diversificada. “A Pastoral de Conjunto é mais eficaz quando a Pastoral Familiar está bem organizada, porque sua presença se faz sentir em muitos aspectos da vida comunitária”, assegurou.
A Importância da Formação Contínua
Durante o encontro, um aspecto prático foi demonstrado ao proporcionar um Espaço Kids, onde as crianças puderam ser acolhidas enquanto os adultos se concentravam nas reflexões. Esta iniciativa simples, mas significativa, representou o compromisso de cuidar das famílias, garantindo que elas possam participar ativamente na vida da Igreja. Tatiane e Renato, coordenadores diocesanos da Pastoral Familiar, encerraram o evento agradecendo a presença de todos e enfatizando que o trabalho não termina ali.
Encaminhamentos e Próximos Passos
Os coordenadores destacaram a continuidade dos encontros formativos a cada dois meses, com o objetivo de auxiliar as paróquias a integrar o 9º Plano, a dialogar com outras pastorais e a entender melhor as necessidades de suas comunidades. Tatiane finalizou a reflexão enfatizando que o trabalho da Pastoral Familiar deve ser caracterizado pela organização, pela pesquisa e pela vida de oração. “Nós não podemos oferecer o que não temos”, alertou, incentivando todos a um compromisso com a formação contínua. Além disso, reforçou que a Pastoral Familiar deve seguir sempre os caminhos traçados pelo Guia de Implantação e pelos documentos da Igreja, prezando pela espiritualidade, pela comunhão e pelo zelo em cada ação.


