O que são as Casas Terapêuticas
As Casas Terapêuticas são um serviço público criado para acolher pessoas em situação de rua que enfrentam problemas relacionados ao uso de substâncias psicoativas. Essas unidades têm como objetivo oferecer suporte e assistência, promovendo o tratamento e a reintegração social dos acolhidos. O novo complexo, inaugurado em Santo André, é uma das instituições que compõem essa rede de atendimento no Estado de São Paulo, que agora conta com 16 unidades em funcionamento.
Capacidade e público atendido
O complexo inaugurado em Santo André possui capacidade para até 45 vagas rotativas, direcionadas principalmente ao público masculino. O serviço é voltado para pessoas maiores de 18 anos que estejam em situação de vulnerabilidade e que necessitam de acolhimento e tratamento. O tempo de permanência no local pode chegar até dois anos, permitindo aos acolhidos um tempo adequado para reconstruir suas vidas e seus vínculos sociais.
Investimentos e custeio
Para a implantação desse complexo de Casas Terapêuticas, o Governo do Estado de São Paulo investiu R$ 200 mil. O custeio anual do serviço é estimado em R$ 2,6 milhões, recursos que são utilizados para garantir a continuidade do atendimento e o suporte necessário aos acolhidos, bem como para a manutenção das instalações e equipe técnica.

Fases do acolhimento
O processo de acolhimento nas Casas Terapêuticas é estruturado em quatro fases: Acolher, Despertar, Transformar e Caminhar. A primeira fase concentra-se na construção de uma rotina saudável e no fortalecimento do autocuidado, através de um estudo de caso individualizado. Na fase seguinte, Despertar, são oferecidas atividades terapêuticas e socioeducativas que encorajam a participação ativa dos acolhidos.
A fase Transformar foca na revisão dos projetos de vida e na busca de novas oportunidades, como educação e emprego, visando uma reintegração social efetiva. Por fim, a fase Caminhar assegura que os acolhidos mantenham os avanços conquistados, com apoio contínuo da equipe técnica, por pelo menos seis meses após a conclusão do acolhimento. Essa abordagem integrada é fundamental para prevenir recaídas e promover a autonomia dos assistidos.

