O Governo do Estado de São Paulo inaugurou em Santo André um complexo de Casas Terapêuticas para homens adultos em situação de rua com transtornos pelo uso de substâncias psicoativas (TUS). A unidade oferece acolhimento e acompanhamento terapêutico.
Segundo o governo estadual, a entrega elevou para 16 o número de unidades do programa em operação no estado. O serviço é voltado a pessoas com mais de 18 anos.
A cerimônia de inauguração ocorreu em 15 de outubro de 2026, em Santo André. Participaram a secretária executiva estadual Juliana Armede, o secretário municipal Eduardo Leite e Levilda Maria Jardim de Oliveira, coordenadora da Diretoria de Políticas Sobre Drogas (DPOD).

O atendimento reúne profissionais de diferentes áreas e prevê articulação com as redes municipais de saúde e educação. A iniciativa também inclui um percurso de reabilitação e acompanhamento após a conclusão das etapas.
Capacidade de atendimento e investimento estadual em Santo André
O complexo de Casas Terapêuticas em Santo André conta com 45 vagas rotativas destinadas ao público masculino. A capacidade foi definida para o atendimento na unidade instalada no município.
Segundo o Governo do Estado de São Paulo, a implantação do equipamento recebeu um investimento inicial de R$ 200 mil. Esse valor corresponde aos recursos aplicados para colocar o serviço em funcionamento.
Para manter a unidade, está previsto custeio anual de R$ 2,6 milhões, repassado pelo tesouro estadual. Assim, o investimento de implantação e o financiamento anual são destinados a etapas diferentes do serviço.
Etapas da reabilitação, equipe e acompanhamento dos acolhidos
O percurso de acompanhamento pode durar até dois anos e se divide em quatro fases: Acolher, Despertar, Transformar e Caminhar. Na etapa Acolher, o trabalho se concentra na organização da rotina e nos hábitos de higiene; em Despertar, são propostas atividades culturais e de lazer, além de atendimentos individuais.
Em Transformar, o processo estimula o retorno aos estudos e a capacitação profissional. A fase Caminhar busca consolidar a mudança para uma moradia autônoma, com suporte financeiro.
A equipe reúne psicólogos, assistentes sociais, socioeducadores e nutricionistas. A secretária executiva estadual Juliana Armede afirmou que a iniciativa acompanha a recuperação da autonomia e a reintegração comunitária, enquanto Levilda Maria Jardim de Oliveira, coordenadora da Diretoria de Políticas Sobre Drogas (DPOD), ressaltou o resgate da dignidade e a criação de novas oportunidades.
Depois de concluídas as quatro fases, os acolhidos recebem acompanhamento preventivo da equipe técnica por pelo menos seis meses. Segundo as informações do programa, esse período busca prevenir recaídas no uso de substâncias e monitorar a manutenção da autonomia conquistada no mercado de trabalho.


