Casa Terapêutica do ABC é inaugurada em Santo André

A Prefeitura de Santo André inaugurou a primeira Casa Terapêutica da região do ABC. A unidade oferece acolhimento residencial gratuito a pessoas que enfrentam transtornos decorrentes do uso de substâncias psicoativas.

Segundo a Prefeitura, o projeto é mantido pela Secretaria de Assistência Social de Santo André em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo. O acesso ao serviço é feito por encaminhamento da rede pública de saúde.

Localizada no Jardim Bela Vista, a Casa atende pessoas com 18 anos ou mais em situação de rua. A inauguração foi noticiada em 15 de outubro de 2026.

Casa Terapêutica de Santo André

A administração municipal afirma que a proposta é oferecer cuidado e apoiar a recuperação da autonomia e a reintegração social. A iniciativa reúne estrutura residencial, acompanhamento de uma equipe interdisciplinar e suporte após a conclusão do atendimento.

Atendimento residencial, estrutura e equipe da unidade

A Casa Terapêutica de Santo André dispõe de quartos, suítes, salas de convivência, cozinha e áreas de lazer. Esses espaços compõem a estrutura residencial destinada ao atendimento dos acolhidos.



O acompanhamento é feito por uma equipe interdisciplinar, formada por psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, nutricionistas, arteterapeutas e mentores financeiros. Os profissionais participam do atendimento oferecido na unidade.

Na inauguração, o secretário de Assistência Social, Eduardo Leite, disse que o trabalho deve considerar a realidade e os motivos que levaram cada pessoa à situação de rua. Ele também descreveu a proposta como um espaço de tratamento com dignidade e oportunidade de recomeço.

Etapas do acompanhamento e suporte após a alta

O plano de atendimento pode durar até dois anos, conforme avaliação dos profissionais responsáveis. A metodologia é dividida em quatro fases: acolher, despertar, transformar e caminhar.

Na etapa “Acolher”, o trabalho aborda a reorganização da rotina, os hábitos de higiene e a convivência comunitária, com estudo de caso individualizado. Em “Despertar”, há terapias, oficinas socioeducativas e atividades culturais, além da elaboração de um projeto de vida.

As fases “Transformar” e “Caminhar” incluem incentivo à retomada dos estudos, capacitação profissional e reinserção no mercado de trabalho, seguidos pela transição para moradia autônoma e a busca por independência financeira. Após a conclusão das etapas na unidade, a equipe técnica mantém o monitoramento por pelo menos seis meses, com orientações para prevenir recaídas e apoiar a manutenção da autonomia.



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