O Governo de São Paulo inaugurou um complexo de Casas Terapêuticas em Santo André, no Grande ABC. A entrega ocorreu em 15 de outubro de 2026, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS).
Com a nova unidade, o estado passou a ter 16 complexos em funcionamento. Segundo informações divulgadas pelo Governo de São Paulo, o serviço integra as ações voltadas a pessoas com transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas.
A cerimônia reuniu a secretária executiva de Desenvolvimento Social, Juliana Armede, o secretário de Desenvolvimento Social de Santo André, Eduardo Leite, e Levilda Maria Jardim de Oliveira, da Diretoria de Políticas Sobre Drogas (DPOD).

O complexo é destinado a homens adultos em situação de rua e combina acolhimento com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. A iniciativa também articula serviços públicos para apoiar a reintegração social dos atendidos.
Capacidade, público atendido e investimento no complexo
As Casas Terapêuticas em Santo André têm capacidade para até 45 vagas rotativas. O acolhimento pode durar até dois anos, conforme a avaliação da equipe técnica.
Segundo o Governo de São Paulo, a implantação do complexo recebeu investimento de R$ 200 mil. O custeio previsto é de R$ 2,6 milhões por ano.
A secretária executiva de Desenvolvimento Social, Juliana Armede, afirmou que o trabalho busca acompanhar a reconstrução de trajetórias, a recuperação da autonomia e o retorno ao convívio social. A coordenadora de reintegração social e projetos especiais da Diretoria de Políticas Sobre Drogas, Levilda Maria Jardim de Oliveira, também associou o serviço à reconstrução de vínculos e à retomada da vida em sociedade.
Quatro fases organizam o acolhimento e a reintegração social
O acompanhamento conta com psicólogos, assistentes sociais, socioeducadores e nutricionistas, entre outros profissionais. O percurso é dividido em quatro etapas: Acolher, Despertar, Transformar e Caminhar.
Na fase Acolher, a equipe elabora um estudo de caso individualizado e ajuda a pessoa a estabelecer uma rotina. O trabalho inclui retomar cuidados de higiene, organização das roupas e do ambiente, além de desenvolver habilidades de convivência e comunicação.
A etapa Despertar amplia a participação em atendimentos terapêuticos e em atividades socioeducativas, culturais e de lazer, individuais ou coletivas. Em Transformar, os projetos de vida são acompanhados e revistos, com incentivo à retomada dos estudos, ao desenvolvimento de competências e à busca por oportunidades de trabalho.
Em Caminhar, o foco passa à manutenção das conquistas: a pessoa vai para uma nova moradia e procura consolidar a autonomia financeira com apoio da equipe interdisciplinar. Depois das quatro fases, o acompanhamento técnico continua por pelo menos seis meses, em articulação com serviços públicos de saúde, assistência social e educação.


